segunda-feira, 21 de maio de 2007

Índustria de aço da China deve manter frete em níveis recordes


Índustria de aço da China deve manter frete em níveis recordes

A crescente indústria de aço da China pode contrubuir para manter as taxas de frete perto das máximas históricas, com as siderúrgicas procurando minério de ferro no Brasil devido à escassez de fornecedores mais próximos, disseram fontes da indústria.

Outro fator que colabora para a alta é a redução nas exportações de carvão da China, o que força compradores vizinhos como Japão e Coréia do Sul a trazer o produtor de locais mais distantes.

Além disso, a China elevou as exportações de cimento para o Oriente Médio, depois que a Índia passou a manter uma parte maior de sua produção no mercado interno.

"A demanda (por transporte) parece muito firme olhando para a frente" disse Martin Rowe, diretor da Clarkson Asia em Hong Kong. "Todos os indicadores de crescimento apontam para a direção certa. Realmente não vemos nuvens no horizonte neste momento", acrescentou.

A China, que abriga a maior indústria de aço do mundo, divulgou dados fortes para abril, entre eles um aumento de 17,3% na produção industrial e recordes de produção de aço e importação de minério de ferro.

Para tentar conter as exportações de aço e reduzir o superávit comercial, Pequim afirmou na segunda-feira que elevaria as taxas de exportação de alguns produtos, porém fontes da indústria disseram ser pouco provável que a medida acarrete grandes resultados. As exportações foram responsáveis por apenas 20% da produção em abril.

Fontes do mercado de frete disseram que a taxa para navios cape-size - utilizados no transporte de minério de ferro ou carvão-- está numa máxima histórica de US$ 140 mil por dia para viajar do Brasil à China. Isto significa que, para as siderúrgicas chinesas, os custos com o frete equivalem atualmente aos custos com o próprio minério de ferro.

Mesmo assim, o Brasil era apontado pela indústria como a única opção disponível. Os portos australianos são mais próximos, porém sofrem com o congestionamento, enquanto os portos indianos devem ser atingidos pelas chuvas de monção.

O carvão e o minério de ferro representam cerca de dois terços do granel sólido transportado mundialmente.

Padrão do comércio
"O principal motivo (para o frete alto) são as mudanças no padrão do comércio", disse Geoffrey Cheng, diretor do Instituto de Pesquisas Daiwa, em Hong Kong.

Com a China surgindo como grande importador de carvão, os compradores do Norte da Ásia, que incluem Japão, Coréia do Sul e Taiwan, são forçados a importar de lugares mais distantes, como a África do Sul.

Traders de carvão observaram que os fornecedores chineses estão embarcando o mínimo atualmente devido às negociações dos termos de preço para 2007, ao mesmo tempo em que há poucas cargas prontas para entrega nos congestionados portos australianos e com chuvas atingindo a Indonésia.

Diante do possível aumento de 50 milhões de toneladas este ano nas importações chinesas de minério de ferro, que no ano passado somaram 326 milhões de toneladas, seriam necessários mais 50 embarcações cape-size, calculou um executivo.

As siderúrgicas chinesas e os fornecedores de minério de ferro estão procurando firmar contratos de longo prazo para garantir o transporte, sustentando o cenário para o frete, acrescentou.

A Mitsui O.S.K. Lines, segunda maior transportadora do mundo, anunciou na segunda-feira que assinou o sexto contrato de longo prazo com a Baoshan Iron e Steel, da China.

Arcelor Brasil finaliza ampliação na CST

segunda-feira, 21 maio 2007

A produtora brasileira de aços planos e longos Arcelor Brasil gastou US$183mi em projetos de expansão e manutenção no primeiro trimestre desse ano, apurou a Steel Business Briefing a partir de uma declaração da companhia.

Câmbio desliga fornos de pequenas siderúrgicas em Minas Gerais


20/05/2007 14:18:30 - G1

Nem só de otimismo e boas notícias vive o setor siderúrgico nacional. Enquanto as grandes empresas do setor têm crescimento nos lucros e projetam novos investimentos, nas chamadas indústrias não integradas ou independentes de ferro-gusa - matéria-prima da fabricação de aço - de Minas Gerais o cenário é de crise, com redução da produção e corte de empregos.

A exemplo de outros setores exportadores, a desvalorização do dólar perante o real provocou perda de contratos de exportação e de competitividade dos guseiros mineiros, que respondem por cerca 60% da produção brasileira.

Os empresários alegam que nem a curva ascendente do insumo no mercado internacional compensa a atual trajetória do câmbio. Historicamente, metade da produção mineira de ferro-gusa é destinada ao exterior, e os principais clientes estão nos Estados Unidos.

Excedente

O ambiente doméstico, por sua vez, não consegue absorver o excedente, já que o produto (ferro-gusa sólido) é utilizado pelas empresas que têm aciarias elétricas (mini steel mills). No Brasil, as grandes siderúrgicas são integradas, ou seja, possuem produção própria de gusa.

O reflexo da perda de espaço internacional é o desligamento de altos-fornos e o corte de pelo menos 4,5 mil empregos em 2006 e início deste ano, segundo o Sindicato da Indústria de Ferro-Gusa de Minas (Sindifer-MG). A entidade calcula que a produção se encontra num ritmo 40% abaixo da capacidade instalada, de cerca de 7 milhões de toneladas/ano. Atualmente, 40 dos 105 altos-fornos das 56 pequenas e médias empresas nas regiões central e centro-oeste do Estado estão paralisados.

A estimativa do Sindifer é que a produção deste ano fique abaixo dos 5 milhões de toneladas, e 3 milhões deverão ser vendidas ao mercado interno. Em 2006 foram produzidas 5,5 milhões de toneladas. “O setor vai encolhendo. Estamos definhando”, afirma Afonso Henriques Paulino, proprietário da Siderpa, em Sete Lagoas.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Saída para o mar mais perto de mineradoras

Restam poucos detalhes para o Estado de Minas Gerais viabilizar uma saída direta para o mar, visando o escoamento da produção mineral das 13 mineradoras do Sistema Serra Azul, que atuam no chamado Quadrilátero Ferrífero. Nos próximos dias, o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) deve assinar protocolo de intenções com o governo do Estado do Rio de Janeiro.
A intenção de Minas é transformar uma área de 110 hectares localizada no entreposto de Itaguaí, na Bacia de Sepetiba, no litoral fluminense, em um terminal exportador marítimo. O terreno, próximo aos portos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), faz parte da massa falida da Masa, controlada pela Ingá, fabricante de zinco, que extraía o metal em Vazante, no noroeste de Minas, e utilizava o entreposto fluminense para processar e exportar o produto.
A expectativa era de que o acordo fosse assinado na última semana. No entanto, diante da complexidade da operação, as negociações devem durar mais alguns dias. O governo mineiro espera abrir uma janela no litoral brasileiro — hoje dominado por conglomerados, como a CVRD e CSN — para dar caminho ao escoamento da produção das mineradoras instaladas no estado.
“Nós vamos ter outras conversas, mas estamos avançados. Esse corredor possibilitará, sobretudo ao setor mineral de Minas Gerais, o setor siderúrgico ter uma outra alternativa que não seja aquela que é praticamente monopolizada hoje pela Vale. É uma alternativa ao crescimento de Minas Gerais”, explica o governador.
As mineradoras esperam exportar cerca de 13 milhões de toneladas de minério ao ano pela nova saída ao mar. Para agilizar o processo, o governo mineiro busca alternativas para negociar o passivo ambiental deixado pela Masa. Todo o consórcio Serra Azul deve exportar este ano, utilizando a infra-estrutura da Vale, 1,5 milhão de toneladas para a China e para a Europa .
O valor total do investimento ainda está sendo concluído e não foi divulgado pelos governos mineiro e fluminense.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Global Warming


Como as ultimamente discutir sobre o "Global Warming" está na "moda" não poderia deixar de dar meu parecer sobre tal fato.
Desde que os "EUA" não assinanou o Protocolo de Quioto que em suma é um tratado internacional com leis rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global, foi aberta uma grande discurssão sobre as responsabilidades de todos o Mundo sobre a saúde do mesmo, qual seria o papel do cidadão comum sobre tal fato, quais atitudes e consequencias referente ao GW.
Estes dias estava fazendo o percurso diario entre a minha casa e o ponto de onibus, fiquei pensado neste assunto e começei a reparar a minha volta o que meus vizinhos estavam fazendo, logo na minha esquina tinha um rapaz queimando... termina

Quebec tem 251 mil vagas de empregos para brasileiros até 2009

Quebec tem 251 mil vagas de empregos para brasileiros até 2009

Em um ano, Visto de Residente Permanente é emitido.

Morar em um país de primeiro mundo, com altos índices de desenvolvimento e de qualidade de vida, e ainda ter a chance de garantir um trabalho qualificado. É o sonho de milhares de brasileiros que saem todos os anos da terra natal, mas acabam, em sua maior parte, obrigados a encarar sub-empregos em busca de uma vida melhor.

O programa de imigração do governo do Quebec não oferece trabalho. Porém, propicia aos brasileiros mais graduados, e com domínio do francês, a chance de obter em um ano o visto de residente permanente e suprir a carência de mão-de-obra qualificada na província – a maior do Canadá e que engloba as cidades de Montreal e Quebec. E oportunidades não faltam.

Segundo estimativas do governo local, entre 2005 e 2009 serão criadas 251 mil vagas de empregos – que correspondem a um crescimento de 1,3% ao ano. Os setores que proporcionarão maior crescimento são saúde e assistência social, comércio varejista, serviços profissionais científicos e técnicos, assim como hotelaria e restauração.

“Queremos ampliar a imigração de brasileiros porque se integram facilmente a uma nova sociedade, têm boa formação e são muito amistosos. No Quebec, a pluralidade é a marca principal”, lembra a brasileira Soraia Tandel, agente de imigração do governo da província. Hoje, há cerca de 2,5 mil brasileiros residindo legalmente na província, principalmente em Montreal.

Com quase cinco habitantes por quilômetro quadrado, a província tem uma política permanente de incentivo à imigração, como forma de garantir a manutenção das boas taxas de crescimento econômico. Quebec tem o segundo maior PIB do Canadá e uma economia diversificada, com destaques para empresas de alta tecnologia, telecomunicações e recursos naturais.

“Estamos abertos a receber imigrantes interessados em crescer com o país e há lugar para todo o brasileiro”, acrescenta Soraia, que destaca a qualidade de vida oferecida no Quebec – um destino que oferece renda per capita de US$ 25 mil/ano (média brasileira é de US$ 6,3 mil), assistência médica universal, gratuita e eficiente, escolas públicas de qualidade e baixos índices de violência urbana. | Site: www.imigracao-quebec.ca

domingo, 13 de maio de 2007

O Sistema Usiminas

O Sistema Usiminas , complexo que reúne Usiminas e sua principal controlada, a Cosipa, registrou lucro líquido de R$ 642 milhões no 1º trimestre do ano, (+86,2% ano a ano). No período, a produção de aço bruto atingiu 2,1 Mt e as vendas físicas totais do grupo tiveram leve recuo de 0,8%, situando-se em 1,9 Mt. O Ebitda no período foi de R$ 1,2 bilhão (+30% ano a ano) e a receita líquida totalizou R$ 3,3 bilhões (+13% ano a ano). Apesar da pequena retração das vendas, a empresa destaca que houve significativa mudança nas vendas entre os mercados interno e externo. As vendas direcionadas ao mercado interno foram de 1,4 Mt (+15% ano a ano), reduzindo, por conseguinte, o volume destinado às exportações. Das vendas totais, 72% destinaram-se ao mercado interno e 28% ao mercado externo. A empresa também destaca a demanda do setor automotivo, o que tem tido reflexo na demanda do setor, (+13% ano a ano). O Sistema Usiminas manteve sua posição de liderança no fornecimento de aços planos aos principais segmentos do mercado interno, encerrando o trimestre com participação de mercado de 52%. Já as exportações totalizaram 551.000 t no trimestre, (-27% ano a ano). No período os 10 principais destinos foram Alemanha (23,9%), EUA (19,3%), Espanha (10,4%), Argentina (8,3%), Chile (5,0%), Índia (4,4%), Itália (3,7%), Tailândia (3,5%), Venezuela (3,4%), Reino Unido (3,4%). Outros, 14,5%.

Bolsas européias caem; mineradoras puxam

As bolsas de valores européias fecharam em baixa nesta quinta-feira (10) com a queda das ações de mineradoras, que foram afetadas pela redução dos rumores sobre uma oferta de compra da Rio Tinto.

A sinalização feita pelo Banco Central Europeu de que a taxa de juro da zona do euro deve subir novamente em junho também pesou sobre os mercados.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações das empresas européias, recuou 0,76%, para 1.572 pontos.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 0,39%, a 6.524 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,81%, para 7.415 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,64%, para 6.012 pontos. Em Milão, o índice Mibtel encerrou em baixa de 0,74%, a 33.693 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou queda de 0,23%, para 14.575 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve desvalorização de 0,54%, para 12.304 pontos.

sábado, 12 de maio de 2007

As grandes siderúrgicas do Canadá na mira das multinacionais

A dança de fusões no setor de aço prossegue no Canadá, com a compra esta semana do gigante Algoma pelo grupo indiano Essar, que reforçou os rumores de que as siderúrgicas canadenses estão cada vez mais sob o controle de empresas estrangeiras, uma tendência considerada negativa pelos sindicatos nacionais.

Desde a compra ano passado do gigante canadense do aço Dofasco pela Arcelor, que foi em seguida comprada pela indiana Mittal, o setor canadense do aço está na mira das grandes multinacionais como nunca esteve.

O conglomerado indiano Essar adquiriu na segunda-feira a Algoma por 1,85 bilhão de dólares canadenses em dinheiro (1,6 bilhão de dólares americanos), ou seja 50% a mais do que o valor de capitalização na bolsa da siderúrgica Sault-Ste-Marie, de Ontário.

Esta transação disparou, na Bolsa de Toronto, o título de outra grande siderúrgica canadense, Stelco, um grupo que escapou da falência e voltou a ser rentável e que os analistas não descartam que também receberá ofertas de compra.

"Não acredito que a Stelco seja alvo de uma oferta de compra em sua totalidade, acredito que haverá ofertas sobre determinados ativos do grupo", explicou à AFP John Hughes, analista do setor de mineração em Desjardins.

A Stelco alimenta a indústria automotiva americana, um mercado saturado, acrescentou.

"Do conjunto das grandes siderúrgicas canadenses, provavelmente ficará somente a Stelco dentro de um ano", previu Hughes, referindo-se à esperada venda da canadense Ipsco a um comprador estrangeiro.

A Ipsco, a principal siderúrgica canadense em termos de capitalização na bolsa, confirmou semana passada a existência de "discussões que poderiam resultar na compra da companhia" em resposta à informes da imprensa e ao súbito aumento de suas ações nos mercados financeiros.

Segundo o jornal russo Vedomosti, o líder do aço no país, Evraz, do qual 41% pertencem ao multimilionário russo Roman Abramovich, negocia a compra da Ipsco, com uma capitalização de 8 bilhões de dólares canadenses (6,95 bilhões de dólares).

A Ipsco fabrica tubos e placas de aço destinados à indústria americana, em plena ebulição.

Mas esta onda de fusões no setor do aço e da mineração no Canadá causa dores de cabeça aos sindicatos locais, que temem as perdas em massa de empregos a médio e longo prazo.

"É preocupante quando investidores estrangeiros compram companhias canadenses. Nos momentos de crise, eles terão a mesma consideração pelas instalações canadenses do que os grupos daqui? Eu não tenho a resposta hoje, mas isso me preocupa", disse à AFP Michel Arsenault, diretor do sindicato norte-americano de metalúrgicos no Quebec (USW).

Este sindicato representa 60.000 trabalhadores no setor de aço no Canadá.

"Agora os preços dos metais estão subindo, mas a médio e longo prazo o que vai acontecer quando os novos compradores não tiverem mais condições de pagar suas dívidas ou de rentabilizar seus investimentos depois de ter pago fortunas por estas companhias? Tememos que os trabalhadores paguem o preço", acrescentou Arsenault.

Bolívia vai comprar refinarias da Petrobras por US$ 112 milhões

Negociação foi conduzida pelos representantes da estatal brasileira na Bolívia

As duas refinarias da Petrobras em solo boliviano serão compradas por US$ 112 milhões pela estatal de petróleo e gás do país, YPBF. O anúncio foi feito na noite da última quinta-feira (10) pelo ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. A estatal aceitou a aquisição integral das refinarias controladas até então pela Petrobras Bolívia. O governo boliviano vai designar uma equipe para coordenar a transição.
A Petrobras apresentou à YPFB uma proposta de venda integral das refinarias. Segundo o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a decisão foi tomada em razão do decreto de segunda-feira (7), que torna a empresa boliviana a única exportadora do petróleo cru e dos derivados, como a gasolina, produzidos no país.
Antes do acordo, Gabrielli não quis revelar o valor pedido pelas refinarias. Mas, segundo a assessoria da estatal brasileira, ambas foram adquiridas em 1999, por US$ 104 milhões, "em estado lastimável". As refinarias de Gualberto Villarroel, em Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz são responsáveis por toda a gasolina consumida na Bolívia.
A negociação entre Brasil e Bolívia foi facilitada pela interdependência entre os dois países, avalia o professor Coordenação dos Estudos de Pós Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Giuseppe Bacoccoli. "A negociação foi o melhor caminho na medida em que o Brasil tem uma interdependência, um cordão umbilical o ligando à Bolívia, que é o Gasoduto Bolívia-Brasil", afirma o professor.

VALORES - Em nota divulgada nessa quinta-feira (10) à noite, a Petrobras afirma que sua proposta inicial de venda das refinarias que mantêm na Bolívia não foi alterada durante as negociações com Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a estatal petrolífera boliviana. A empresa brasileira informa que a negociação foi conduzida por seus representantes no país.
De acordo com a nota, o valor proposto pela Petrobras e aceito pela YPFB, de US$ 112 milhões, cerca de R$ 224 milhões, foi calculado por uma instituição financeira internacional independente, que teria se baseado na capacidade de geração de fluxo de caixa futuro das refinarias de Gualberto Villarroel, no distrito de Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz de la Sierra. Já a agência boliviana de notícias BolPress, ligada ao governo do país, divulgou que, durante as negociações, a estatal brasileira teria reduzido a proposta inicial de US$ 200 milhões para US$ 153 milhões para, ao final, aceitar os US$ 112 milhões.

Usina Ceara Steel é uma ameaça?

Praticamente desde que começou o impasse entre Petrobras e investidores sobre o preço do gás natural para o abastecimento da Ceara Steel — há cerca de sete meses —, fontes ligadas ao mercado discretamente já creditavam o posicionamento da estatal ao lobby feito pelas gigantes do setor da siderurgia nacional contra o projeto. A hipótese ganhou ainda mais força depois que o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) publicou documento contra a instalação da usina cearense.

Em meio ao jogo de interesses, as maiores siderúrgicas do País vêm ampliando suas investidas sobre o mercado. Juntas, Gerdau, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Votorantim anunciaram, recentemente, investimentos para os próximos anos superiores a US$ 6 bilhões, no Brasil e no exterior, revelando o apetite dos grupos para ganhar participação de mercado aqui e lá fora. Mas será que a Ceará Steel representa, de fato, uma ameaça?

Na análise do economista Otávio Augusto Sousa Miranda, consultor do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), a princípio, a resposta é negativa. “Toda a produção de aço da Ceara Steel está voltada para a exportação, não sendo uma ameaça ao mercado nacional. O que pode estar acontecendo é que estas empresas tenham receio de mudanças no futuro. Mas é difícil saber o que tem por baixo disso tudo”, avalia. Por outro lado, olhando pela perspectiva do mercado internacional, as chapas de aço produzidas no Ceará ganharão o mercado asiático, tendo a coreana Dongkuk, sócia da Ceara Steel, como principal cliente. “O que tirará mercado das demais”, esclarece o economista.

No entanto, para Miranda, o que não pode ser esquecido, em detrimento dos interesses dos grandes grupos econômicos, é que a Ceara Steel não é apenas um projeto privado. “Ela tem um componente estruturante para a economia de uma região subdesenvolvida e, nesse contexto, a Petrobras, por ser do governo, não pode ser impedida de assumir o papel de viabilizar um projeto dessa natureza e economicamente viável, como ela mesma já declarou”, afirma.

Na sua avaliação em se tratando de políticas de desenvolvimento regional, a transferência de renda acontece de forma muito mais eficaz e duradoura por meio da produção, ao invés de estar fundamentada na utilização de recursos governamentais. “Agora, cada vez é mais uma decisão política”, conclui. (ADJ)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Acordo tecnológico para o carvão mineral

Milena Nandi

O governo do Estado de SANTA CATARINA assinou quarta-feira, em Pittsburgh, Estados Unidos, um convênio de cooperação com o Laboratório Nacional de Energia norte-americano (National Energy Technology Laboratory-NETL) para o acesso dos catarinenses às tecnologias utilizadas nos Estados Unidos para o processamento e utilização do carvão. Para Criciúma, o convênio significará o desenvolvimento de projetos de gaseificação do carvão em um primeiro momento, e o posterior desenvolvimento da área de seqüestro de carbono para a redução da emissão de gás carbônico.

Fernando Zancan, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), afirma que representantes de universidades americanas devem visitar a Satc em breve, e que depois da visita, os projetos começam a ser delineados. O Siecesc deve ainda entrar em contato com o Ministério das Relações Exteriores para ampliar o convênio com os Estados Unidos.

O convênio contribuirá com o centro de tecnologia do carvão e meio ambiente que o Siecesc pretende implantar no Sul do Estado, para contribuir com pesquisas para o desenvolvimento do setor.

Demanda das

cerâmicas

Segundo Zancan, a transformação do carvão em gás será feita para atender à demanda de gás das cerâmicas, a maioria localizada no Sul do Estado. Ele afirma que o setor cerâmico tem capacidade para absorver cerca de 70 mil toneladas de carvão, o que equivale a 30% do carvão comercializado. "Fora a diversificação das vendas, o carvão gaseificado seria uma maneira de garantia de matriz energética utilizada pelas cerâmicas em um momento de incertezas quanto ao fornecimento do gás boliviano", diz.

Carvão vai melhorar, diz professor americano

A situação do carvão no futuro será melhor que a atual. A previsão é de Syd Peng, doutor em enge- nharia de minas e chefe do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade de West Virginia University em Morgantown, nos Estados Unidos. "Em todos os meus anos de trabalho nunca existiu uma previsão tão boa quanto agora. O carvão é uma matriz energética barata e os países que possuem estão investindo na sua exploração pela segurança que ele traz", afirma ele.

Peng veio pela primeira vez ao Brasil para ministrar um curso de dimensionamento de pilares de minas, que começou na quarta-feira e termina hoje, na Satc. O curso foi direcionado para engenheiros de minas, geólogos, engenheiros civis, arquitetos, técnicos em mineração e profissionais da mineração e do meio ambiente. O curso trouxe informações sobre as ferramentas que podem ser utilizadas no local de mineração, e disseminar o conhecimento sobre os pilares de minas para que seja utilizado na melhoria das condições de trabalho na mina.

Segundo Peng, só nos Estados Unidos existem 150 projetos de usinas termelétricas para os próximos anos, e para que o país possa suprir a demanda por carvão das novas usinas, a quantia de 1,2 bilhão de toneladas de carvão produzidos anualmente no país terá que duplicar em 20 anos.

Bolívia compra refinarias da Petrobras por US$ 112 milhões

O anúncio foi feito pelo ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas.


Brasília - As duas refinarias da Petrobras em solo boliviano serão compradas por US$ 112 milhões pela estatal de petróleo e gás do país, YPBF. O anúncio foi feito pelo ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. A estatal aceitou a aquisição integral das refinarias controladas até então pela Petrobras Bolívia. O governo boliviano vai designar uma equipe para coordenar a transição.

A Petrobras apresentou quarta-feira (9) à YPFB uma proposta de venda integral das refinarias. Segundo o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a decisão foi tomada em razão do decreto de segunda-feira (7) que torna a empresa boliviana a única exportadora do petróleo cru e dos derivados, como a gasolina, produzidos no país.

Antes do acordo, Gabrielli não quis revelar o valor pedido pelas refinarias. Mas, segundo a assessoria da estatal brasileira, ambas foram adquiridas em 1999, por US$ 104 milhões, "em estado lastimável". As refinarias de Gualberto Villarroel, em Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz são responsáveis por toda a gasolina consumida na Bolívia.

A negociação entre Brasil e Bolívia foi facilitada pela interdependência entre os dois países, avalia o professor Coordenação dos Estudos de Pós Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Giuseppe Bacoccoli. “A negociação foi o melhor caminho na medida em que o Brasil tem uma interdependência, um cordão umbilical o ligando à Bolívia, que é o Gasoduto Bolívia-Brasil”, afirma o professor. As informações são da Agência Brasil.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Mittal pode comprar siderúrgica nos EUA


Arcelor Mittal, maior grupo siderúrgico do mundo, planeja lançar uma oferta de US$ 40 por ação pela americana AK Steel Holding Corp., avaliando a empresa em quase US$ 4,5 bilhões, segundo informações do Financial Times, citando fontes próximas às negociações.

Indústria cresceu 0,4% em março, gerou empregos e usou mais a capacidade instalada

Segundo levantamento da CNI, demanda interna deixa o setor otimista para os próximos meses

09.05.2007 - 11:48


A redução do faturamento das empresas exportadoras em virtude da valorização do real não afetou as vendas reais da indústria de transformação brasileira, que aumentaram 0,4% em março em relação a fevereiro, na série com ajustes sazonais.

É um crescimento relevante pelo fato de ser sobre uma base alta, uma vez que as vendas haviam se expandido 1,2% em janeiro e 0,2% em fevereiro.

Na comparação com março de 2006 a alta foi de 4%, mostram os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria.

Os dados confirmam a consolidação do cenário favorável para a indústria devido à demanda interna. Os indicadores, no entanto, são melhores para alguns setores, como de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, por exemplo, em alta com vendas reais 6,4% e 12,6% acima das de março de 2006, respectivamente.

Também tiveram expressivas expansões das vendas os setores de minerais não-metálicos (9,7%), papel e celulose (8,9%), borracha e plástico (7,1%) e vestuário (6,5%).

Alguns setores tiveram quedas nas vendas em março ante o mesmo mês do ano passado, como os de materiais eletrônicos e de comunicação (-16,9%), edição e impressão (-3,5%), produtos de metal (-2,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-0,5%).

Isso evidencia que o crescimento foi puxado por poucos setores: 90% do aumento das vendas foi por conta dos segmentos de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, refino de petróleo e álcool, produtos químicos e metalurgia básica.

Capacidade instalada - O aumento das vendas reais veio acompanhado de uma expansão do uso da capacidade instalada da indústria, que passou de 81,6% em fevereiro para 81,7% em março, no índice dessazonalizado. No índice original, o crescimento foi de quase dois pontos percentuais, de 80,2% para 82%. Foi o quarto mês seguido de crescimento dessa variável.

Segundo os técnicos da CNI, isso é uma sinalização da continuidade dos investimentos na capacidade produtiva das empresas nos próximos meses. Os setores com o maior nível de utilização da capacidade instalada são refino de petróleo e álcool (92,2%), metalurgia básica (91,7%) e papel e celulose (90,2%).

Horas trabalhadas - Por conta do crescimento da demanda e das vendas, a indústria de transformação trabalhou mais em março, segundo os Indicadores Econômicos.

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,2% em comparação a fevereiro, já descontados a sazonalidade e o efeito calendário, e 1,1% ante março de 2007. No 1º trimestre, as horas trabalhadas na produção foram 2,2% maiores do que em igual período do ano passado.

Emprego - O mercado de trabalho na indústria continua em alta, com cenário favorável para os próximos meses, na avaliação dos técnicos da CNI.

No índice dessazonalizado o emprego industrial cresceu 0,6% em março em comparação com o mês anterior, acumulando 16 meses consecutivos de crescimento. Foi a maior expansão desde abril do ano passado.

Na comparação com março de 2006, a alta foi de 3,8%. No trimestre, o emprego aumentou 3,5% ante o mesmo período do ano anterior.

Os setores que mais contrataram em março foram os de refino de petróleo e álcool, com 17,7%, de alimentos e bebidas, com 11,2%, e de outros equipamentos de transportes, com 9,8%.

Remuneração - Em março, a remuneração paga pelas empresas industriais cresceu 1% em relação a fevereiro. Em relação a março de 2006 o aumento foi de 5,1%, e de 6,4% no primeiro trimestre deste ano em comparação a igual período do ano passado.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Google contrata cientistas mineiros


Não é raro esbarrar em alunos vestidos com camiseta do Google, nos corredores do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ali, a ligação com uma das empresas mais poderosas de internet do mundo extrapola o fascínio pela marca. O departamento está se transformando em um respeitado celeiro de profissionais para a companhia americana.


Neste mês, três cientistas mineiros embarcam para a Califórnia, nos Estados Unidos, para fazer uma residência em tecnologia na sede do Google. É a primeira leva de brasileiros que participa do programa. Ao mesmo tempo, dez profissionais entram na fase final de um curso preparado por professores da UFMG sob medida para o Google. No segundo semestre, outros 20 alunos selecionados pelo Google no Brasil inteiro freqüentarão as salas de aula da mesma universidade. São candidatos a uma vaga na empresa americana que estão em Belo Horizonte para tomar lições de máquinas de busca na internet.

Por trás do processo, há um time afinado de especialistas em tecnologias de busca. Trata-se dos engenheiros Ivan Moura Campos, 63, Nívio Ziviani, 60, Alberto Laender, 56, e Berthier Ribeiro-Neto, 47, quatro dos seis ex-sócios da Akwan, empresa nascida dentro da UFMG e vendida em 2005 para o Google por um valor não revelado.

"Na venda, uma das nossas principais metas era contratar um número mínimo de gente para o Google. Não havia máximo. O Larry Page (um dos fundadores) disse que, se encontrássemos 200 engenheiros, podíamos contratar", diz Ziviani, professor desde a década de 70 e empresário a partir dos anos 90. "O grande ativo do Google é gente. E eles estão contratando alucinadamente. Eles nos escolheram porque o grupo de recuperação de informação daqui é um dos melhores do mundo."

Uma pesquisa na internet dá a medida da relevância do quarteto no universo da tecnologia da informação. Há mais referências sobre eles em inglês que em português. Eles participam das principais conferências mundiais sobre o tema,cuja taxa de admissão de trabalhos é da ordem de 10%, ao lado de profissionais das três principais empresas da área (Google, Microsoft e Yahoo).

Outras evidências: Campos foi um dos responsáveis pela implantação da internet no Brasil e Ribeiro-Neto é co-autor de um best-seller na área de recuperação de informação - o livro do mineiro é adotado nas principais universidades de ciência da computação do mundo, inclusive em Stanford, onde nasceu o Google. "Não somos muito bons de marketing. As montanhas de Minas são mais altas aqui. Prova disso é que ficamos nove meses negociando com o Google sem que ninguém soubesse", brinca Laender.


Origem

Campos e Ziviani foram um dos fundadores, na década de 70, do departamento de computação da UFMG. Amigos de infância, o primeiro tirou o segundo de um banco e o levou para a academia. Laender veio na seqüência e montou o laboratório de banco de dados, peça importante do núcleo de busca. Ribeiro-Neto, ex-aluno do departamento, se juntou ao grupo em 1995 após um doutorado na Califórnia. Eles atuavam em áreas diferentes, porém complementares.

Ziviani e Laender são os únicos que ainda permanecem na universidade. Apesar de terem embolsado um bom dinheiro com a venda da Akwan, não pensam em deixá-la tão cedo. Ziviani ensina por hobby. É aposentado como professor e, ao lado de Campos, ganhou sua primeira fortuna ao vender a empresa de busca Miner para o UOL, em 1999. Campos é consultor de empresas na área de tecnologia de informação e Ribeiro-Neto dirige a área de pesquisa e desenvolvimento do Google para a América Latina.

O quarteto de professores não nasceu com vocação empresarial. Ela foi duramente lapidada em cursos de plano de negócios na Fundação Dom Cabral e intermináveis reuniões com investidores e clientes. "Eles não conheciam nada, mas demonstravam capacidade e disposição de interlocução com o capital", diz Marcus Regueira, um dos sócios da Fir Capital, empresa de investimentos que já colocou recursos na Miner, na Akwan e na Metasys, outro negócio que nasceu dentro desse núcleo.

Dos quatro, o mais aberto ao mercado sempre foi Campos. Na década de 80, ele trouxe o primeiro de uma seqüência de projetos em parceria com empresas. As alianças duram até hoje. Em 2006, a receita anual desses trabalhos chegou a R$ 12 milhões. Foi também Campos o responsável por incluir na grade curricular a disciplina de empreendedorismo.

Na marra, eles aprenderam que entre desenvolver tecnologia para a indústria e criar uma empresa há uma incrível distância. "Eles estão na vanguarda tecnológica, mas isso significa pouco para o sucesso do negócio", diz Fernando Dolabela, especialista em empreendedorismo e criador da disciplina para o departamento. "Eles aprenderam rápido e souberam usar muito bem uma rede de relações importantíssima, que incluía o Guilherme Emrich (fundador da Biobrás, vendida para a Novo Nordisk, e sócio da Fir Capital) e o Marcus Regueira."

Agência Estado

Real valorizado sacrificará 2 milhões de empregos

Mantida a tendência atual de valorização do real, mais de 2 milhões de empregos deixarão de ser criados nas seis principais regiões metropolitanas do país no período de quatro a cinco anos.

Essa é uma das principais conclusões de estudo apresentado ontem pelo economista Paulo Rabello de Castro, sócio-diretor da RC Consultores e presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), durante reunião na entidade. Segundo ele, a continuidade da atual política de cortes na taxa básica de juros, de 0,25 ponto percentual por reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), combinada com a manutenção das reservas acima de US$ 120 bilhões e do risco país em 160 pontos, fará o dólar cair para R$ 1,90 já no terceiro trimestre.

"A valorização do real aumenta o poder de compra do país, mas torna o salário pago ao trabalhador brasileiro menos competitivo, induzindo o setor produtivo a criar menos empregos".

Para o economista, o forte aumento das exportações não é o único responsável pela valorização do câmbio. Ela sofre também influência dos juros, do sistema tributário, dos gastos do governo, do sistema de metas de inflação e da forma como esse sistema é aplicado.

Carvão irregular gera R$ 150 milhões em multas a siderúrgicas

Fiscalização do Ibama apreende carvão sem origem comprovada em cinco produtoras de ferro-gusa de Marabá (PA). Déficit de carvão regularizado no Pólo Carajás pode chegar a 70% do total utilizado pelas siderúrgicas

Por André Campos

Fiscais apreendem carvão em cinco siderúrgicas
de Marabá (Foto: Ibama)

Cerca de 21 mil metros cúbicos de carvão vegetal - o equivalente a 350 caminhões carregados - foram apreendidos semana passada nas dependências das siderúrgicas produtoras de ferro-gusa de Marabá (PA). A ação, encabeçada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), gerou mais de R$ 150 milhões em multas, relacionadas principalmente à aquisição de carvão sem origem comprovada.

No total, oito produtoras de ferro-gusa foram inspecionadas pelo Ibama, das quais cinco tiveram carvão apreendido - Cosipar, Sidenorte, Simara, Sidepar e Usimar. A Cosipar foi inclusive embargada novamente por operar sem licença ambiental. No mês passado, ela chegou a ser fechada, mas voltou à ativa depois de obter liminar na Justiça contra a decisão. Porém, o Ibama recorreu e conseguiu a suspensão da liminar.

Anualmente, de acordo com levantamento do Ibama, as siderúrgicas do Pólo Carajás consomem aproximadamente sete milhões de metros cúbicos de carvão vegetal - algo que equivaleria a cerca de 100 mil hectares de área desmatada. Norberto Neves, coordenador da operação, estima que 70 mil hectares seja a área desmatada para carvão sem origem comprovada.

A autuação das siderúrgicas foi apenas um dos resultados da Operação Apiti, realizada pelo Ibama entre os dias 10 e 24 de abril. Durante a ação, que também fiscalizou carvoarias e serrarias localizadas no Pará, foram apreendidos 2,7 mil metros cúbicos de madeira e embargados 239 fornos.

Segundo Norberto, há um cenário generalizado de ilegalidades associadas às carvoarias paraenses - que, além de problemas ambientais, são freqüentemente associadas ao emprego de mão-de-obra escrava. "Cerca de 80% estão irregulares, e a maioria não tem licença de operação", revela o auditor fiscal do Ibama. Além disso, ele afirma que, mesmo entre as que têm licença para operar, há carvoarias que possuem mais fornos e um volume de produção maior do que o permitido pelo licenciamento ambiental.

Durante a Operação Apiti, as fiscalizações do Ibama em carvoarias concentraram-se nos municípios de Dom Eliseu, Paragominas, Rondon do Pará e Ulianópolis. Esses locais, de acordo com Norberto, são responsáveis pela quase totalidade do fornecimento utilizado nas siderúrgicas de Marabá, e de grande parte do carvão consumido pelas siderúrgicas de ferro-gusa Maranhenses.

Outro resultado da operação foi a constatação de que siderúrgicas adquiriram carvão de empresas que fraudaram o sistema de controle de produção florestal. Há também indícios de que Autorizações de Transporte de Produtos Florestais (ATPFs) roubadas da sede do Ibama em Marabá teriam sido utilizadas na venda de carvão às produtoras de ferro-gusa.

Para siderúrgicas, há exagero
Luiz Correia, secretário-executivo da Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), afirma que há exagero nas estimativas do Ibama que relacionam a produção local de ferro-gusa ao desmatamento de áreas florestais. Ele alega que, atualmente, as siderúrgicas utilizam em grande escala carvão fabricado a partir de resíduos de serrarias e manejo florestal. "Somando o carvão vegetal proveniente de resíduos de serrarias, desmatamento legal e manejo florestal, temos hoje disponíveis para as siderúrgicas aproximadamente oito milhões de metros cúbicos anuais", defende Correia. "Isso é mais do que o suficiente para abastecer as guseiras."

Para Correia, um dos grandes equívocos do Ibama é trabalhar com a estimativa de que o resíduo decorrente da madeira usada nas serrarias - e que também pode ser empregado na produção de carvão para as siderúrgicas - corresponde a apenas 20% do total das toras utilizadas. "Estudos mostram que esse resíduo pode chegar a 50%", diz Correia. Tal diferença, segundo ele, é uma das explicações para o déficit de carvão proveniente de origem comprovada apontado pelo Instituto.

Com relação à legalidade das carvoarias fornecedoras, o secretário-executivo da Asica destaca que as siderúrgicas do Pólo Carajás, através do Instituto Carvão Cidadão (ICC), só aceitam entre seus fornecedores aqueles que tenham situação regularizada, incluindo a licença ambiental. Para ele, as produtoras de ferro-gusa estão sendo utilizadas como bode expiatório para explicar o desmatamento na região. "As siderúrgicas viraram boi de piranha para justificar o que está acontecendo", afirma.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Vale recebe prêmio internacional em Comunicação Empresarial


Vale recebe prêmio internacional em Comunicação Empresarial

O projeto Universo Vale, realizado durante o ano de 2006, acaba de ganhar o mais importante prêmio mundial de comunicação empresarial: o Gold Quill Awards, da IABC (Associação Internacional de Comunicadores Empresariais), na divisão Gestão da Comunicação, categoria Comunicação com Empregados.

Esta é a terceira vez em que a associação reconhece o valor da Companhia. Ano passado, a IABC conferiu um prêmio ao Jornal da Vale e outro, ao Projeto Somos Vale, todos na categoria Comunicação com os Empregados. A Associação Internacional de Comunicadores Empresariais foi criada em 1970 e reúne cerca de 14 mil comunicadores empresariais, em mais de 70 países.

O projeto Universo Vale reuniu diversas iniciativas visando a aumentar o conhecimento dos funcionários sobre a Companhia e seus negócios. Entre essas iniciativas, um dos destaques foi a produção de um álbum de figurinhas, com 110 imagens e diferentes informações sobre nossos produtos.

Os números do projeto são significativos: mais de 30 mil álbuns e 5 milhões de figurinhas distribuídos, uma exposição que percorreu mais de 8.000 quilômetros nas unidades da Vale e a exibição dos novos vídeos institucionais da Companhia para mais de 18 mil pessoas.

No fim de 2006 foi realizada uma avaliação sobre o projeto:

• 90% dos empregados concordaram que o projeto ajudou a conhecer mais a Vale
• 79% dos empregados concordaram que seus familiares tiveram acesso ao álbum, e com isso, conheceram mais a Vale
• 83% dos empregados concordaram que se sentem mais informados sobre os negócios, as localizações e os produtos da empresa
• 68% dos empregados concordaram que participaram ativamente das ações propostas para aprender mais sobre o Universo Vale

(Fonte: Avaliação quantitativa interna com 2700 empregados)

Belgo entre as 100. Belgo entre as melhores da América Latina


A Belgo-Arcelor Brasil foi incluída, pelo segundo ano consecutivo, no seleto grupo das "100 melhores empresas para trabalhar na América Latina", premiação concedida pelo Great Place to Work Institute.
O prêmio foi entregue no dia 30 dem aio, no Grand Meliá WTC, em São Paulo, durante a segunda Conferência Latino Americana, realizada pelo instituto.


Participaram da seleção mais de mil empresas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela. As melhores de cada país foram comparadas e, partir daí, gerada a lista das melhores empresas da América Latina. A seleção levou em conta itens como credibilidade, respeito aos empregados, imparcialidade, orgulho e camaradagem no ambiente de trabalho.