São Paulo e Belo Horizonte, 6 de Junho de 2007 - O segundo trimestre promete proporcionar bons resultados para as siderúrgicas brasileiras. Com a alta da demanda interna e a elevação dos preços praticados no mercado doméstico e no exterior, as usinas avaliam que devem melhorar suas margens, num movimento de reversão ante a baixa ocorrida em 2006.
São Paulo e Belo Horizonte, 6 de Junho de 2007 - O segundo trimestre promete proporcionar bons resultados para as siderúrgicas brasileiras. Com a alta da demanda interna e a elevação dos preços praticados no mercado doméstico e no exterior, as usinas avaliam que devem melhorar suas margens, num movimento de reversão ante a baixa ocorrida em 2006.
A Gerdau, por exemplo, começou a aumentar seus preços em até 10% para o mercado interno e acima deste percentual nos contratos de exportação. Segundo o presidente da empresa, André Gerdau Johannpeter, serão os principais responsáveis pela melhoria nas margens durante o segundo trimestre deste ano. "O mais importante para reforçar as margens são os reajustes de contratos de exportação", negociados entre janeiro e março, disse.
No mercado interno, os reajustes começaram em maio e seguem em junho, sempre com percentuais abaixo de 10%. Dependendo do ritmo de absorção destes reajustes no mercado, "as negociações poderão se prolongar até julho", disse Johannpeter.
O crescimento do consumo no mercado doméstico também fez outras siderúrgicas declararem o início de renegociações para repasses de preços, caso de Usiminas e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A alta demanda interna também já fez a Usiminas iniciar importações de chapas grossas de aço para atender à demanda de seus clientes do mercado interno, ao mesmo tempo que reduziu significativamente os volumes de exportação. A produção desse tipo de aço é de cerca de 1,9 milhão de toneladas/ano, das quais 90% são destinadas no momento ao mercado interno, ante cerca de 73% em 2006.
