sábado, 28 de julho de 2007

O jogo ficou pesado para a Vale

| 26/07/2007

A onda de fusões no mundo da mineração coloca a empresa numa encruzilhada - ou se endivida e cresce ou diminui e torna-se vulnerável

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exame

A palavra frenzy, em inglês (ou "frenesi", em português), é a expressão da moda no mundo dos negócios para definir o entusiasmo do mercado com as cifras estratosféricas e o ritmo alucinado que as fusões e aquisições têm atingido. Operações de várias dezenas de bilhões de dólares, antes raras e complicadas de realizar, são cada vez mais freqüentes. No último dia 12, esse frenesi tomou o próspero mundo da mineração, com a oferta de 37 bilhões de dólares da australiana Rio Tinto pela canadense Alcan, a terceira maior produtora de alumínio do mundo. A oferta, praticamente imbatível, deixou uma vítima pelo caminho: a americana Alcoa, a segunda maior do mundo, que havia feito uma proposta de 27 bilhões pela Alcan em maio. Como é comum nesses casos, ao desistir da Alcan, a Alcoa -- empresa que poucos anos atrás dificilmente seria vista como alvo -- imediatamente entrou na mira de outros compradores, por estimados 50 bilhões de dólares. Entre as possíveis candidatas à compra estão a australiana BHP Billiton (com valor de mercado de 200 bilhões de dólares) e a brasileira Vale do Rio Doce (120 bilhões de dólares). A especulação faz sentido, uma vez que há crédito jorrando no mercado internacional e boa vontade no mercado com grandes negócios.

O que o brilho das fusões ofusca é que o jogo pode estar ficando pesado demais, mesmo para uma gigante como a Vale. A escolha que os executivos têm diante de si é a seguinte: crescer endividada ou perder peso em relação aos concorrentes, tornando-se mais vulnerável.

Uma mostra disso aconteceu durante o próprio processo de venda da Alcan. Embora não admitam oficialmente, os principais executivos da Vale não só avaliaram a possibilidade de comprar a empresa como chegaram a desenhar uma proposta superior aos 27 bilhões oferecidos pela Alcoa, imaginando que seria suficiente. Mas, segundo um interlocutor desses executivos ouvido por EXAME, foram surpreendidos pela "agressividade" da proposta da Rio Tinto e decidiram não se envolver em um leilão. "Não é questão de ter ou não bala na agulha, mas sim de decidir não fazer bobagem com as finanças", diz esse interlocutor. Tradução: embora pudessem ter o crédito necessário, os executivos da Vale acharam que a Alcan havia ficado cara demais. Não seria bom negócio, segundo esse raciocínio, endividar-se para cobrir a oferta da Rio Tinto. A Vale ainda digere a compra, em outubro de 2006, da também canadense Inco, líder mundial em níquel, por 18 bilhões de dólares. E, apesar de ter sua dívida toda renegociada, teme ser malvista pelas agências internacionais de risco e acabar punida com a perda do grau de investimento -- atestado de boa pagadora que garante juros baixos no mercado internacional.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Brasil, que futuro será o nosso.


Pense nisto. O que você pode fazer por eles.

Corrida por matéria-prima leva a ofertas bilionárias

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Agencia Estado

Duas compras fechadas na semana passada estabeleceram um novo padrão no mundo dos negócios. Na terça-feira, a siderúrgica brasileira Gerdau comprou a americana Chaparral por US$ 4,22 bilhões. A Gerdau pagou US$ 500 milhões a mais que outros negócios parecidos, segundo o analista do setor de aço Charles Bradford. No dia seguinte à compra da Chaparral, a mineradora Rio Tinto apresentou uma oferta pela fabricante de alumínio canadense Alcan, de US$ 38 bilhões - US$ 10 bilhões a mais que a proposta anterior, feita por outra produtora de alumínio, a Alcoa. A exuberância irracional do mercado financeiro, como descreveu certa vez o ex-presidente do Fed (banco central americano), Alan Greenspan, chegou às mineradoras e siderúrgicas, num momento em que o mundo está ávido por matérias-primas.

As empresas brasileiras estão na linha da frente da nova onda de negócios, marcada por um ritmo nervoso de aquisições e preços cada vez mais altos das minas e fábricas. Criada em 1940, a companhia mineira Magnesita é um dos mais novos alvos dos investidores. A empresa é disputada pela siderúrgica européia Arcelor Mittal, pela austríaca RHI, pelo grupo japonês Hurosaki e pelo fundo de investimentos brasileiro Tarpon, favorito para fechar negócio. Em seis meses, o valor da Magnesita, calculado pelo preço das ações negociadas na Bolsa de Valores, mais do que dobrou.

A Vale do Rio Doce está no pelotão de frente dessa corrida. Menos de um ano depois de comprar a mineradora canadense de níquel Inco por US$ 18 bilhões, a empresa prepara um novo bote. Hoje, ela vale US$ 101,2 bilhões no mercado. A Vale quer aproveitar tanto poder de fogo para crescer rápido. A Vale tem estudos detalhados sobre cada uma das dez maiores mineradoras do mundo. Chegou a preparar uma oferta pela Alcan, mas seu ânimo esfriou depois da proposta matadora feita pela Rio Tinto. Para as outras empresas, porém, a Vale continua fazendo contas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Eike Batista está prestes a comprar mina em MG

Agência Estado A mineradora MMX, do empresário Eike Batista, está prestes a anunciar a compra da AVG Mineração, localizada no município de Igarapé, na Serra Azul, região central de Minas Gerais. A compra é parte de uma onda de negócios envolvendo a aquisição de pequenas e médias mineradoras da Serra Azul por grandes grupos. A Serra Azul fica na parte oeste do quadrilátero ferrífero do Estado mineiro, que desde o século 19 atrai garimpeiros e mineradoras interessadas em suas reservas - de ouro e topázio a bauxita e minério de ferro.Com reservas estimadas em 2 bilhões de toneladas de ferro, a Serra Azul concentra pouco mais de uma dezena de mineradoras. Pelo menos outras cinco mineradoras estão sendo vendidas na região, em negócios que devem movimentar mais de US$ 2 bilhões."É a última grande região do quadrilátero disponível. Com esses preços do minério de ferro no mercado internacional, o negócio se torna bastante atrativo. Principalmente porque a qualidade das reservas é muito boa", diz Rodrigo Andrade Gontijo, diretor da AVG. Gontijo confirma que as conversas com a MMX estão "adiantadas", mas diz que o negócio - que envolveria o desembolso de mais de US$ 250 milhões - ainda não foi fechado. A MMX disse, por meio da assessoria, que não iria se "pronunciar sobre o assunto no momento". Segundo Gontijo, a empresa negocia também com a Vale do Rio Doce, BHP Billiton e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo