quarta-feira, 18 de julho de 2007

Corrida por matéria-prima leva a ofertas bilionárias

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Agencia Estado

Duas compras fechadas na semana passada estabeleceram um novo padrão no mundo dos negócios. Na terça-feira, a siderúrgica brasileira Gerdau comprou a americana Chaparral por US$ 4,22 bilhões. A Gerdau pagou US$ 500 milhões a mais que outros negócios parecidos, segundo o analista do setor de aço Charles Bradford. No dia seguinte à compra da Chaparral, a mineradora Rio Tinto apresentou uma oferta pela fabricante de alumínio canadense Alcan, de US$ 38 bilhões - US$ 10 bilhões a mais que a proposta anterior, feita por outra produtora de alumínio, a Alcoa. A exuberância irracional do mercado financeiro, como descreveu certa vez o ex-presidente do Fed (banco central americano), Alan Greenspan, chegou às mineradoras e siderúrgicas, num momento em que o mundo está ávido por matérias-primas.

As empresas brasileiras estão na linha da frente da nova onda de negócios, marcada por um ritmo nervoso de aquisições e preços cada vez mais altos das minas e fábricas. Criada em 1940, a companhia mineira Magnesita é um dos mais novos alvos dos investidores. A empresa é disputada pela siderúrgica européia Arcelor Mittal, pela austríaca RHI, pelo grupo japonês Hurosaki e pelo fundo de investimentos brasileiro Tarpon, favorito para fechar negócio. Em seis meses, o valor da Magnesita, calculado pelo preço das ações negociadas na Bolsa de Valores, mais do que dobrou.

A Vale do Rio Doce está no pelotão de frente dessa corrida. Menos de um ano depois de comprar a mineradora canadense de níquel Inco por US$ 18 bilhões, a empresa prepara um novo bote. Hoje, ela vale US$ 101,2 bilhões no mercado. A Vale quer aproveitar tanto poder de fogo para crescer rápido. A Vale tem estudos detalhados sobre cada uma das dez maiores mineradoras do mundo. Chegou a preparar uma oferta pela Alcan, mas seu ânimo esfriou depois da proposta matadora feita pela Rio Tinto. Para as outras empresas, porém, a Vale continua fazendo contas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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