quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Caro companheiro,


A CPMF, quando surgiu em 1996, era apenas uma contribuição provisória criada para salvar a saúde pública, uma vez que o Sistema Único de Saúde estava em xeque, vivendo grandes tragédias.

Passados 11 anos de sua criação, corremos o risco de que se torne definitiva, contrariando o desejo da população brasileira, que é ser desonerada, liberada deste ônus. Assim, manifestamo-nos contra a suposta necessidade de prorrogação, pelo Governo, da vigência da CPMF.

Para que nosso apelo seja ouvido e atendido, solicitamos o seu apoio, que poderá ser expresso mediante adesão ao abaixo-assinado encontrado na seqüência do texto explicativo, e que será encaminhado aos poderes públicos competentes.

Paulo Skaf
Presidente

O deputado Eduardo Cunha (PMDB) é o relator da medida provisória

que

prorroga a CPMF até 2011. O projeto está na Câmara para votação.

(Revista

Época - ed. 477 - 09/07/2007)

Façamos algo enquanto é tempo. Votem *não* para a continuidade da

*CPMF*.

Ela acabará em dezembro de 2007 e existe um projeto de lei para continuá-la por mais 4 anos!

Preencham o Abaixo assinado:

*http://cpmf.fiesp.com.br* http://cpmf.fiesp.com.br/

São necessárias 1 milhão de assinaturas para um plebiscito!

Vamos parar de reclamar e fazer nossa parte.

Repassem aos seus contatos algo realmente importante e que faz

Diferença para

O nosso país.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

É hora de voltar para o fundo DI?

Por Francine De Lorenzo

EXAME Após a queda na semana passada de quase 8% no Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e o surgimento de mais dúvidas quanto ao setor de crédito imobiliário nos Estados Unidos, muitos investidores começaram a se perguntar se já não é chegada a hora de voltar para os fundos de renda fixa. Afinal, em julho, a Bolsa caiu 0,39%, enquanto os fundos DI foram os campeões de rentabilidade. Além disso, no ano, o Ibovespa já acumula alta de 22% - e, portanto, é de se esperar uma realização de lucros.

A resposta, segundo os especialistas, é não. "O investidor não deve tomar decisões com base em fatores pontuais. O ideal é que ele faça uma avaliação de seu perfil de investimentos ( clique aqui e veja o seu) e monte uma carteira diversificada. Assim, as eventuais perdas em uma aplicação são compensadas pelos ganhos de outra", afirma a superintendente de Produtos de Investimentos do Citibank, Elizabeth Gomes.

Agir por impulso, alertam os especialistas, é um dos maiores erros que o investidor pode cometer. Quem modifica sua estratégia de investimento a cada movimento de sobe-e-desce do mercado corre o sério risco de perder sempre, pois provavelmente irá realizar prejuízo ao sair da Bolsa na baixa, e voltará ao mercado na hora errada, quando parte da valorização já estiver incorporada no preço das ações. Resultado: o investidor acabará fazendo exatamente o contrário do desejado, que é comprar na baixa para vender na alta e embolsar o lucro.

"Todo movimento de queda traz consigo uma oportunidade de investimento. Quem opera constantemente no mercado sabe disso, tanto que apenas na segunda-feira (30/7) a bolsa subiu mais de 3%", afirma Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro "Dinheiro - os segredos de quem tem". Isso quer dizer que vale a pena comprar ações toda vez que a Bolsa cair? Não. A Bolsa é bom negócio quando as empresas estão saudáveis e apresentando crescimento sustentável - como agora, segundo avaliação dos especialistas. O perigo surge quando as mudanças no cenário econômico afetam os negócios das empresas, reduzindo seu resultados.

"Enquanto a movimentação no mercado for apenas financeira – ou seja, sai de um investimento para entrar em outro – não há motivos para deixar de investir na Bovespa", diz Cerbasi. As oscilações da semana passada foram causadas, principalmente, pela transferência de recursos dos investidores estrangeiros, que diante dos dados negativos da economia americana buscaram proteção nos títulos públicos dos EUA. Aos olhos dos analistas, ainda não há motivos para preocupação e a Bolsa brasileira deve recuperar as perdas da semana passada nos próximos dias.

Mudança de comportamento

Apesar de ainda causar frio na barriga de muitos investidores, o sobe-e-desce do mercado já não agita tanto as aplicações de quem está fazendo pé-de-meia. "Pouco tempo atrás era comum os investidores correrem para transferir o dinheiro de uma aplicação para outra ao menor sinal de mudança no mercado. Hoje, os investidores estão mais maduros e já começam a entender que, com a queda dos juros, será necessário correr mais risco para ter um retorno melhor", diz Elizabeth.

Prova desse amadurecimento, segundo a executiva, é o fato de que a queda na Bolsa na semana passada não causou uma fuga dos fundos de ações e multimercados, que sofrem com as oscilações do mercado. A captação desses fundos cresceu em julho, pelos dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Até o último dia 25, os fundos de ações contavam com patrimônio de 114,2 bilhões de reais, ante 108,1 bilhões acumulados no mês passado. Os fundos multimercados contabilizavam 253,8 bilhões de reais, 8,7 bilhões de reais a mais que em junho.

Já os fundos renda fixa tiveram seu patrimônio reduzido em 2,4 bilhões de reais, para 362,4 bilhões de reais, e os fundos DI registraram leve aumento de patrimônio, passando de 165,8 bilhões de reais em junho para 166,9 bilhões de reais neste mês. "Mesmo com as turbulências na Bolsa, não deve haver uma migração de recursos para os fundos DI. Isso somente aconteceria se o governo sinalizasse uma alta de juros, o que não é o caso. Esses fundos serão, cada vez mais, destinados para objetivos de curto e médio prazos, ficando a Bolsa como o investimento de longo prazo dos brasileiros", afirma Cerbasi.

Bovespa vira o sinal e fecha no azul, com alta de 0,09%

Agência Estado Instabilidade continuou a ser a palavra de ordem no mercado financeiro global e, conseqüentemente, na Bovespa. A bolsa brasileira operou por quase todo o dia no vermelho, influenciada pelos ventos ruins que sopravam do exterior. No fim do pregão, contudo, o desempenho das ações melhorou em Nova York, levando a Bovespa a inverter o sinal e fechar no azul. O Ibovespa, principal índice avançou 0,09%, para 54.234 pontos.

Depois das fortes quedas dos últimos dias, que levaram as Bolsas de Nova York e de São Paulo a zerarem todos os ganhos do mês de julho, as ações ficaram baratas. E hoje, no fim do pregão, os investidores começaram a aproveitar essas pechinchas, apesar do temor de que a crise do setor de crédito imobiliário norte-americano de alto risco contamine o mercado de crédito como um todo e dificulte a captação de recursos pelas empresas.

A melhora se deu ao mesmo tempo em que diminuía a aversão ao risco por parte dos investidores. O índice Vix, que mede a volatilidade com base nos contratos de opções do índice S&P 500, de Nova York, e é visto como um termômetro de aversão ao risco, reduziu a alta perto do fim do pregão dos mercados norte-americanos. O indicador subia 4,17% por volta das 17 horas (de Brasília). Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou com ganho de 1,14% e o Nasdaq, de 0,30%.

No pior momento do dia, o Ibovespa cedeu 2,12%, em linha com as perdas de Nova York, onde as ações foram afetadas pelas notícias de novos problemas relacionados ao mercado de hipotecas de alto risco. O jornal Wall Street Journal divulgou, com informações de fontes, que um terceiro fundo do banco de investimentos Bear Sterns passa por dificuldades. Além disso, uma empresa administradora de fundos australiana informou que seus investidores registram perdas de até 25% em dois de seus fundos.

London Mining no foco das mineradoras.

Belo Horizonte, 27 de Julho de 2007 - Vale pode ter fechado compra de jazida da empresa no Brasil por US$ 300 milhões. Mal se completaram dois meses que a mineradora inglesa London Mining adquiriu, pelo valor estimado pelo mercado em US$ 70 milhões, a empresa Minas Itatiaiuçu, localizada a 65 quilômetros ao Sul da capital mineira, ela própria passou a ser assediada por propostas ainda maiores para se retirar do negócio.


Belo Horizonte, 27 de Julho de 2007 - Vale pode ter fechado compra de jazida da empresa no Brasil por US$ 300 milhões. Mal se completaram dois meses que a mineradora inglesa London Mining adquiriu, pelo valor estimado pelo mercado em US$ 70 milhões, a empresa Minas Itatiaiuçu, localizada a 65 quilômetros ao Sul da capital mineira, ela própria passou a ser assediada por propostas ainda maiores para se retirar do negócio. O diretor-geral da mineradora no Brasil, Luciano Ramos, confirmou a este jornal que foi procurado por um grande grupo nacional, mas a oferta foi recusada, e esclareceu que na reunião que teve com dirigentes da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), realizada dias antes, apenas tratou de assuntos de interesse comum das duas empresas. "A empresa não está à venda", disse.
Sua declaração foi confrontada ontem por categorizada fonte do setor mineral de Minas Gerais, que teria recebido de um dirigente da Vale a informação de que a companhia brasileira efetivamente comprou aquela mina da sua concorrente inglesa por US$ 300 milhões à vista. A operação representaria uma valorização de 328% do ativo em menos de dois meses, mas poderia ser justificada pela intensificação da busca por jazidas na região, pela reservas da mina em questão, de cerca de 240 milhões de toneladas de minério de ferro, o que permitiria a um investidor ampliar a produção anual da mina dos 600 mil toneladas atuais para cerca de 3 milhões por ano.
Após ser questionada por este jornal, a London Mining divulgou um comunicado em que nega categoricamente que esteja negociando a venda de sua subsidiária Minas Itatiaiuçu para a Vale. "A companhia acredita que os boatos referentes à venda da Minas Itatiaiuçu estejam partindo de interessados em atrapalhar as negociações da mineradora com novos clientes, bem como com parceiros com os quais está negociando a formação de um consórcio para a disputa da licitação do Porto de Itaguaí (RJ)", declarou.
No últimos anos, a Vale adquiriu as principais mineradoras localizadas em Minas Gerais e, em decorrência, detém mais de 80% da produção de minério de ferro extraída no estado, mas não confirmou o negócio.
Segundo Ramos, a London Mining foi fundada em Londres há dois anos com recursos dos fundos de investimento RAB Capital, Altima Partners e Benbrack Charkit e nesse período adquiriu duas minas desativadas, uma em Serra Leoa e outra na Groenlândia. Minas Gerais, porém, foi escolhida para receber o primeiro projeto efetivo de exploração mineral, no qual pretende investir US$ 130 milhões nos próximos 12 meses.
A empresa apareceu pela primeira vez na imprensa nacional no início de maio, quando anunciou a compra da Mina Itatiaiuçu, que pertencia aos herdeiros do industrial Carlos Faria Tavares e que apresenta a produção modesta de 600 mil toneladas anuais de minério de ferro. Na ocasião, Ramos, que trabalhou por 23 anos na Vale, não revelou o valor da compra mas anunciou que pretendia aumentar em 600% a produção da mina o mais rápido possível.
Se confirmada, a transação teria de ser informada por fato relevante, já que a Vale tem ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A negociação intensificaria um vertiginoso mercado de compra e venda de jazidas localizadas no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, que está próximo a Belo Horizonte e se constitui na maior província mineral do mundo. O interesse decorre dos crescentes pedidos por parte de importadores chineses, que não reduziram suas encomendas nem mesmo com o enorme aumento do preço da tonelada de minério de ferro, que passou de US$ 15, no início da década, para os US$ 47 atuais. Agora em 2007 deverão ser extraídas 250 milhões de toneladas de minério de ferro no estado.
Apesar da possível compra representar uma concentração das jazidas em mãos de um número reduzido de empresas mineradoras, o industrial Fernando Coura, presidente do Sindicato da Industrial Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), mostra-se satisfeito com a possível aquisição da London Mining por parte da Vale. O dirigente está convencido de que, ao incorporar, no passado, um grande número de mineradoras, muitas das quais estrangeiras, a Vale valorizou o minério de ferro no mercado internacional e evitou a destruição das empresas nacionais. "Temos de elogiar a coragem e a determinação de Roger Agnelli, pois as suas iniciativas forma fundamentais para quem permaneceu no mercado", declarou.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Durval Guimarães)