quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

CSN assina protocolo para investir R$ 9,5 bi em MG

Agência Estado


O presidente da siderúrgica CSN, Benjamin Steinbruch, assina hoje um protocolo de intenções com o governo de Minas Gerais que inclui investimentos de R$ 9,5 bilhões no Estado nos próximos seis anos. A expansão da mina de Casa de Pedra consumirá R$ 2,2 bilhões e elevará sua capacidade de 16 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para 65 milhões até 2011.

Outros R$ 6,2 bilhões serão usados para a instalação de uma usina siderúrgica com capacidade para 4,5 milhões de toneladas de aço por ano e R$ 850 milhões serão destinados para uma usina de pelotização com capacidade de 6 milhões de toneladas de pelotas por ano. Todos estes aportes serão feitos na cidade de Congonhas.

A companhia pretende ainda instalar em Arcos uma fábrica de clínquer e uma planta de cal para a produção de cimento, com investimento de R$ 205 milhões. Um centro de distribuição e beneficiamento de aço ficará localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e tem investimentos previstos de R$ 20 milhões.

Segundo comunicado divulgado pela CSN, o projeto vai criar 10 mil novos postos de trabalho. "Esses recursos consolidam um ciclo de investimentos já anunciados anteriormente pela empresa e reafirmam nosso compromisso com a geração de valor aos nossos acionistas", afirmou Steinbruch, por meio de nota.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Por que vou trabalhar na minha folga?

Voluntariado agrada empresas, mas não adianta forçar a barra

Publicado em 18/12/2007 - 12:30

Do Universia

Antes de pisar num hospital, Joe precisou passar por rigorosos controles de higiene. Não foi um processo simples conseguir transitar pela área pediátrica do Hospital São Paulo. Mas hoje, passadas as etapas mais críticas, Joe é a alegria de muitas crianças que sofrem com tratamentos dolorosos e desgastantes. Ele é parte de um projeto de trabalho voluntário idealizado pelas irmãs Luci Lafusa e Ângela Borges. Joe, cão da raça Golden Retriver, contribuiu para realizar um sonho delas: ajudar crianças.

Embora as duas tenham seus trabalhos - Luci é bibliotecária e Ângela, secretária - elas conseguiram realizar o projeto que tanto queriam com as crianças do Hospital São Paulo, usaram tempo em que poderiam descansar para ajudar os outros. Na ala pediátrica, Joe passa de quarto em quarto e leva, segundo as palavras de Luci "um pouco de alegria para os pequenos assustados com o ambiente de um hospital".

No início do ano de 2006, as irmãs tiraram a idéia de documentários norte-americanos que mostravam a aptidão de algumas raças de cães para esse trabalho. Notaram então, que seu cão tinha comportamento parecido com o daqueles que viam na TV e idealizaram o projeto. No início, houve algumas restrições, segundo Luci. "Precisamos levá-lo ao médico veterinário, dar todas as vacinas e tratar da higiene dele de maneira impecável. Então, o próprio veterinário nos indicou um adestrador, para que Joe ficasse ainda mais dócil do que sempre foi", ela conta.

Para tocar a idéia adiante, contaram com o apoio da Assistente Social da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), Roseli Monteiro. Depois de conseguir toda a documentação necessária e os cuidados, todos financiados pelas irmãs, Joe obteve a liberação para visitar semanalmente as crianças internadas. Para Roseli, o resultado é altamente positivo. "É nítido que o ambiente muda quando o 'Amicão' entra no hospital. Médicos, enfermeiros, visitantes e claro, as crianças, deixam de lado os problemas que têm para se aproximar do cachorro", explica ela em referência ao nome com o qual o projeto das irmãs foi batizado: "Joe, o amicão e cãopanheiro".

O mercado gosta

Para a consultora de Recursos Humanos do Grupo Foco, empresa especializada em organizar processos seletivos de diversas companhias, Camila Leal Bolvan Diziniz, o exemplo como das irmãs Ângela e Luci é valioso. Segundo Camila, ser voluntário conta muitos pontos a favor de um candidato numa entrevista de emprego. "Pessoas que prestam esse tipo de serviço, geralmente são pró-ativas, trabalham bem em equipe e tendem a ser mais flexíveis", explica ela.

Mas Camila diz que embora as empresas prefiram os candidatos com trabalhos voluntários, é preciso ter cuidado ao contar essas experiências na hora da seleção, há muitos oportunistas. "Muitas pessoas que sabem dessa preferência dos empregadores, dizem que são voluntárias, mas ao serem perguntadas sobre o trabalho, não sabem responder, pois consideram uma visita a um orfanato feita há dois anos, por exemplo, um exemplo de voluntariado", conta Camila.

Outro que usa de maneira diferente o tempo em que podia não fazer nada é o estudante de Teologia da Mackenzie (Universidade Presbiteriana Mackenzie), Thiago Torres. Ele fundou o "Projeto Makanudos". Trata-se de uma iniciativa dele e de dois amigos de sala para ajudar crianças de escolas públicas na Zona Sul da cidade de São Paulo. "Nosso projeto consiste na ajuda anual a uma escola, com palestras, oficinas, peças de teatro, atividades variadas, enfim, fazemos uma complementação daquilo que os alunos aprendem, mas do nosso jeito", explica Torres.

Quando o Projeto Makanudos sela acordo com uma escola, seus integrantes fazem uma reunião com a diretoria e com todo o corpo docente para identificar os principais problemas enfrentados pelos alunos da região. Depois, é feita uma pesquisa com os próprios alunos. "Perguntamos o que eles gostariam de aprender e debater durante o ano, e com esses resultados, realizamos nosso trabalho", explica ele. O projeto que começou com três alunos, hoje conta com aproximadamente 80 pessoas, entre empregados e voluntários. Já atendeu mais de 30 mil crianças e segundo Torres, os temas mais abordados são, pela ordem: sexualidade, família, mercado de trabalho e religião.

Para Camila, do Grupo Foco, voluntariado é algo que está na personalidade das pessoas, por isso, não adianta tentar usá-lo para se dar bem numa entrevista de emprego, pois o entrevistador logo saberá identificar o truque. "Pessoas que realmente fazem um trabalho voluntário podem ser facilmente identificadas numa conversa. Quem é voluntário de verdade gosta de ajudar ao próximo, de dedicar um pouco do seu tempo para ajudar outras pessoas", explica. Mas, se você não tem essas características, Camila diz que não há motivo para se sentir em desvantagem. "O trabalho voluntário pode ser um diferencial, mas dificilmente será preponderante para uma vaga de emprego", garante.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Mittal não vê chance de comprar siderúrgicas no Brasil

Agencia Estado
O presidente do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva do grupo de siderurgia ArcelorMittal, Lakshimi Mittal, afirmou hoje que a estratégia do grupo no Brasil é de crescimento orgânico. Ou seja, os US$ 5 bilhões a serem investidos no País, anunciados hoje pelo empresário, incluem manutenção e ele não vê oportunidades de compra de siderúrgicas no País. Ele citou a Gerdau e a CSN para dizer que as empresas do setor no Brasil são bem administradas e estão em crescimento.

A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico mundial, está negociando com a Vale do Rio Doce a ampliação do fornecimento de minério de ferro da mina de Andrade (MG) para permitir o aumento da produção siderúrgica da ArcelorMittal Aços Longos na planta do município de João Monlevade (MG), informou Mittal. Em entrevista esta tarde, ele disse que o Conselho aprovou a construção de um novo alto-forno em Monlevade para expandir em mais de um milhão de toneladas por ano a produção de aços longos, que hoje é de 1,2 milhão de toneladas.

De acordo com o presidente da ArcelorMittal Brasil, José Armando Campos, a produção de Monlevade deve ser duplicada. Para cada um milhão de toneladas de aço é preciso 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro, segundo Campos.

Mittal disse que o Conselho decidiu transformar a ArcelorMittal Tubarão (antiga CST) em uma plataforma de crescimento para produtos planos na América do Sul. Para isso, a empresa fará investimentos como a de um novo laminador de tiras a quente, que ampliará a produção de planos para quatro milhões de toneladas por ano.

Mittal disse também que não há decisão do Conselho de Administração sobre fechar o capital da ArcelorMittal Timóteo, antiga Acesita. A empresa não participa da ArcelorMittal Brasil - integrada por Tubarão (CST), Aços Longos (Belgo) e Vega do Sul - que tem o capital fechado.

*A repórter viajou a Serra (ES) a convite da ArcelorMittal